$52,34: Prata atinge novas mínimas do ano em meio a expectativas de mais aperto monetário pelo Fed

  • XAG/USD acelera tendência de baixa e atinge novas mínimas de 2026 abaixo de US$ 52,50.
  • Metais preciosos ficam sob pressão nesta quinta-feira, com os mercados apostando em uma alta de juros do Fed em dezembro.
  • O Fed manteve sua política monetária inalterada na quarta-feira e reafirmou seu compromisso de levar a inflação à meta.

A prata (XAG/USD) acelerou sua tendência de baixa nesta quinta-feira, com os vendedores pressionando o piso da faixa de negociação do ano, na região de US$ 52,60. O par XAG/USD atingiu novas mínimas no acumulado do ano (YTD), em US$ 52,34, até o momento, com os metais preciosos sob pressão depois que a reunião do Federal Reserve (Fed) de quarta-feira reforçou as expectativas de um aperto monetário adicional em dezembro.

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O Fed manteve sua política monetária inalterada, como amplamente esperado, enquanto aguarda mais informações sobre o impacto econômico da alta de juros de setembro. O presidente Kevin Warsh se recusou a dar qualquer indicação sobre a reunião de dezembro, mas reiterou o compromisso do banco central de reduzir a inflação, o que foi interpretado como um sinal de que novas altas de juros estão a caminho.  

Os mercados futuros precificam uma probabilidade de 83% de uma alta de juros de um quarto de ponto percentual em dezembro, praticamente inalterada após a reunião do Fed e acima dos 77% observados na semana passada. Por ora, esse sentimento mantém o dólar americano com demanda moderada e os metais preciosos sob pressão.

Análise técnica: próximo suporte está no limite inferior do canal, em torno de US$ 51,85


Chart Analysis XAG/USD


O XAG/USD é negociado a US$ 52,36 no momento da redação, mantendo um viés de baixa no curto prazo, com o preço logo acima da base do canal de baixa traçado a partir das mínimas do fim de agosto. Os indicadores de momentum no gráfico de 4 horas sustentam a perspectiva baixista: o Índice de Força Relativa (14) oscila pouco acima da região de sobrevenda, e o indicador de Convergência e Divergência de Médias Móveis (MACD) recuou ligeiramente abaixo de zero.

Um rompimento claro do limite inferior do canal mencionado, na região de US$ 51,85, abriria caminho para o nível psicológico de US$ 50,00 e para a mínima do fim de novembro de 2025, na região de US$ 48,65. Uma queda adicional é improvável, considerando a atual força limitada do movimento de alta do Índice do Dólar Americano (DXY).

Na direção de alta, a resistência inicial permanece nas mínimas anteriores do ano, em torno de US$ 54,85, seguida pela confluência entre o limite superior do canal e a máxima de negociação da semana passada, na região de US$ 58,50.

(A análise técnica desta matéria foi elaborada com o auxílio de uma ferramenta de IA. Saiba mais.)

Perguntas frequentes sobre a prata

A prata é um metal precioso amplamente negociado entre investidores. Historicamente, tem sido utilizada como reserva de valor e meio de troca. Embora seja menos popular que o ouro, os participantes do mercado podem recorrer à prata para diversificar suas carteiras de investimento, por seu valor intrínseco ou como uma possível proteção em períodos de inflação elevada. Os investidores podem comprar prata física, em moedas ou barras, ou negociá-la por meio de veículos como fundos negociados em bolsa (ETFs), que acompanham seu preço nos mercados internacionais.

Os preços da prata podem oscilar em função de diversos fatores. A instabilidade geopolítica ou os temores de uma recessão profunda podem fazer o preço da prata disparar devido à sua condição de ativo de refúgio, embora em menor grau que o ouro. Por ser um ativo que não gera rendimento, a prata tende a se valorizar quando os juros caem. Seus movimentos também dependem do comportamento do dólar americano (USD), já que o ativo é cotado em dólares (XAG/USD). Um dólar forte tende a conter o preço da prata, enquanto um dólar mais fraco tende a impulsionar as cotações. Outros fatores, como a demanda por investimentos, a oferta da mineração – a prata é muito mais abundante que o ouro – e as taxas de reciclagem, também podem afetar os preços.

A prata é amplamente utilizada na indústria, especialmente em setores como eletrônica e energia solar, pois apresenta uma das maiores condutividades elétricas entre todos os metais – superior à do cobre e à do ouro. Um forte aumento da demanda pode elevar os preços, enquanto uma queda tende a reduzi-los. A dinâmica das economias dos Estados Unidos, da China e da Índia também pode contribuir para as oscilações dos preços: nos Estados Unidos e, particularmente, na China, os grandes setores industriais utilizam prata em diversos processos; na Índia, a demanda dos consumidores pelo metal precioso para a fabricação de joias também desempenha um papel fundamental na formação dos preços.

Os preços da prata tendem a acompanhar os movimentos do ouro. Quando o preço do ouro sobe, a prata normalmente segue a mesma direção, pois ambos têm uma condição semelhante de ativos de refúgio. A relação ouro/prata, que mostra o número de onças de prata necessárias para igualar o valor de uma onça de ouro, pode ajudar a determinar a avaliação relativa entre os dois metais. Alguns investidores podem considerar uma relação elevada como um indicador de que a prata está subvalorizada ou de que o ouro está sobrevalorizado. Por outro lado, uma relação baixa pode sugerir que o ouro está subvalorizado em relação à prata.