

O ouro recuou para abaixo de US$ 4.100 na quinta-feira, apesar do enfraquecimento do dólar americano e da queda dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA. O recuo ocorreu após uma recuperação para acima de US$ 4.130 na quarta-feira, quando os preços do petróleo caíram depois que os Estados Unidos autorizaram o descarregamento de cargas de algumas embarcações bloqueadas.
O peso mexicano perdeu mais de 1,49% frente ao dólar americano na quarta-feira, acumulando o segundo dia consecutivo de queda em meio ao conflito entre EUA e Irã.
O petróleo WTI subiu acima de US$ 99 por barril na quinta-feira, ampliando a recuperação anterior para cerca de US$ 97,70, que havia encerrado uma sequência de três dias de queda. O Brent voltou a ser negociado acima de US$ 110 por barril após novos ataques à Arábia Saudita. Um ataque com drone ao campo petrolífero de Shaybah, da Saudi Aramco, deixou duas vítimas; os analistas do ING Warren Patterson e Ewa Manthey também relataram ataques ao aeroporto internacional de Dammam e disseram que uma unidade de processamento de petróleo foi alvo de um ataque.
A força naval da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) alertou que sua resposta poderia se estender às bases dos EUA na região caso Washington continuasse incentivando embarcações a atravessar uma via navegável minada, informou a Reuters. A IRGC também afirmou que sete embarcações haviam sido atingidas. Separadamente, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que Washington deve suspender seu bloqueio naval e demonstrar que está empenhado em encerrar a guerra pela via diplomática, informou a Bloomberg na quarta-feira.
Os fluxos físicos de petróleo bruto do Kuwait permaneceram expressivos apesar do conflito. O diretor-presidente da Kuwait Petroleum Corp afirmou que o país estava exportando tanto petróleo bruto quanto antes da guerra e produzindo mais de 2 milhões de barris por dia, segundo o ING. O transporte de produtos refinados era mais difícil, disse o executivo.
Dados da Administração de Informação de Energia dos EUA citados pelo ING mostraram que os estoques comerciais de petróleo bruto caíram 3,06 milhões de barris na semana mais recente, juntamente com uma redução de 300 mil barris nas reservas estratégicas de petróleo. A produção estimada de petróleo dos EUA caiu 410 mil barris por dia em relação à semana anterior, com os números ainda refletindo a atividade de furacões no Golfo do México, na região dos EUA.
A ata da reunião de outubro do Banco da Reserva da Índia mostrou que os responsáveis pela política monetária elevaram a taxa de recompra em 25 pontos-base e mudaram sua postura para um “aperto monetário calibrado”, citando pressões inflacionárias crescentes e crescimento sólido, afirmou a economista do DBS Radhika Rao. O presidente Malhotra destacou os primeiros sinais de que a inflação estava se tornando mais disseminada.
A discussão revelou divergências sobre a intensidade do aperto monetário. Rao classificou dois membros externos como os mais favoráveis a uma política restritiva, destacando riscos inflacionários mais abrangentes e a necessidade de uma atuação preventiva. Outros dois membros apoiaram aumentos graduais, mas rejeitaram explicitamente a sinalização de um ciclo prolongado de aperto monetário.
Os rendimentos dos títulos públicos indianos permaneceram elevados, enquanto a rupia se valorizou cerca de 1,5% frente ao dólar americano neste mês. Rao associou a valorização da moeda a medidas regulatórias no mercado de câmbio, à entrada de recursos vinculados a ofertas públicas iniciais de ações (IPOs) e à fiscalização mais rigorosa dos investimentos no exterior; os prêmios cambiais a termo também permaneceram elevados.
O vice-presidente do RBA, Andrew Hauser, disse na quarta-feira que a inflação subjacente, medida pela média aparada, poderia superar as expectativas no terceiro trimestre. Suas declarações vieram após comentários feitos na segunda-feira pelo presidente assistente Christopher Kent, segundo os quais vários fatores sugeriam que as taxas de juros neutras estavam subindo na Austrália e no mundo.
O dólar australiano atingiu a máxima de um mês na quarta-feira, em seu quarto dia consecutivo de alta. O AUD/USD era cotado em torno de 0,7025, com alta de 0,42%, em uma atualização à tarde, e em 0,7027, com avanço de 0,44%, em uma atualização posterior. Em seguida, recuou para cerca de 0,7015 no início da sessão asiática de quinta-feira.
A inflação no Reino Unido acelerou para 3,5%, impulsionada pela alta dos preços da energia, enquanto a probabilidade de um aumento dos juros pelo Banco da Inglaterra em novembro, implícita nos preços de mercado, chegou a 95%. A libra esterlina teve dificuldade para ampliar seus ganhos na quarta-feira, com o GBP/USD sendo negociado abaixo de 1,3400, enquanto as tensões geopolíticas davam suporte ao dólar americano.
O economista do ING James Smith disse que, até o momento, havia poucos indícios de que o choque nos preços da energia estivesse se disseminando para outros componentes da cesta de inflação. Ele também descreveu o crescimento econômico como mais resiliente do que se temia e o mercado de trabalho como em processo de estabilização, distinguindo a alta da inflação cheia impulsionada pela energia de efeitos de segunda ordem mais abrangentes.
O rendimento dos títulos públicos franceses de 10 anos subiu acima de 5% na quarta-feira, pela primeira vez desde 2002. O euro reagiu pouco ao movimento, com o EUR/USD sendo negociado pouco abaixo de 1,1250.
Um vice-presidente do Banco do Japão destacou os riscos inflacionários, enquanto o iene apresentou pouca oscilação, perto de 158,00 por dólar americano. O banco central elevou sua taxa básica duas vezes neste ano, levando-a a 1,25% em setembro, embora o núcleo da inflação tenha permanecido abaixo da meta de 2% em cada um dos sete meses até agosto.