
A Tether divulgou lucro operacional líquido de US$ 1,5 bilhão no terceiro trimestre, no mesmo patamar do segundo trimestre de 2026.

Segundo seu relatório do terceiro trimestre, divulgado na sexta-feira, a empresa gerou US$ 4,5 bilhões em lucro operacional líquido nos primeiros nove meses do ano. Somente no terceiro trimestre, a empresa registrou lucro de US$ 1,5 bilhão, com títulos de curto prazo do Tesouro dos EUA e operações compromissadas reversas respondendo pela maior parte dos rendimentos.
As reservas excedentes da Tether, que representam a diferença entre seus ativos e passivos, quase dobraram, passando de US$ 4,1 bilhões no fim de junho para US$ 7,95 bilhões no fim de setembro.
O total de ativos de reserva da empresa atingiu US$ 191,5 bilhões, ante passivos totais de US$ 183,5 bilhões. Suas posições diretas e indiretas em títulos de curto prazo do Tesouro dos EUA também alcançaram US$ 132,4 bilhões.
Enquanto isso, a emissão de USDT permaneceu relativamente estável, em cerca de US$ 184 bilhões ao longo dos três primeiros trimestres de 2026, apesar da volatilidade no mercado mais amplo de criptomoedas.
O CEO da Tether, Paolo Ardoino, afirmou que o lucro operacional trimestral de US$ 1,5 bilhão e as reservas excedentes de quase US$ 8 bilhões proporcionavam uma base sólida para as operações da empresa.
Ele acrescentou que a estratégia de reservas da empresa foi elaborada para manter liquidez suficiente para atender às solicitações de resgate e sustentar sua infraestrutura em condições adversas de mercado.
“O objetivo da nossa estratégia de reservas é garantir que possamos continuar atendendo às pessoas quando as condições se tornarem mais difíceis”, disse Adroino.
Por outro lado, a Coinbase informou na quinta-feira que seu lucro líquido foi de US$ 719 milhões no terceiro trimestre, ante US$ 432,6 milhões no mesmo período do ano passado. No entanto, a receita total caiu 35% na comparação anual, para cerca de US$ 1,22 bilhão, já que a menor atividade de negociação de criptomoedas pressionou a receita com transações.
O lucro líquido da Coinbase no terceiro trimestre marcou o retorno à lucratividade após três trimestres consecutivos de prejuízo. No entanto, o resultado foi sustentado, em grande parte, por ganhos com criptoativos mantidos como investimento.
A empresa registrou aproximadamente US$ 715 milhões em ganhos com esses ativos no trimestre. Excluindo os ganhos e as perdas com investimentos, bem como seus efeitos tributários, a Coinbase apresentou lucro líquido ajustado de US$ 77,7 milhões.
A receita com transações caiu 43% na comparação anual, para US$ 590 milhões, refletindo a menor atividade de negociação em sua plataforma. A Coinbase também registrou EBITDA ajustado de US$ 333 milhões, um aumento de 60% em relação ao trimestre anterior e seu 15º trimestre consecutivo de EBITDA ajustado positivo.
A corretora alcançou uma participação de 10,7% no volume total de negociação de criptomoedas, registrando seu quarto trimestre consecutivo de ganho de participação nos mercados à vista e de derivativos.
Enquanto isso, a Coinbase também informou que seu negócio de stablecoins continuou crescendo, com o saldo médio de USDC mantido em seus produtos atingindo o recorde histórico de US$ 22 bilhões no terceiro trimestre.
O valor representa um aumento de 49% na comparação anual e correspondeu a aproximadamente 30% da capitalização média de mercado do USDC no trimestre.
A Coinbase destacou que capturou 50% do valor econômico total gerado pelo USDC no último ano, com o apoio de parcerias em blockchain e de uma integração mais profunda da stablecoin em seus produtos.