
Confira o que você precisa saber nesta quarta-feira, 4 de novembro:
O dólar americano (USD) perde força diante de seus principais pares no início desta quarta-feira, enquanto os mercados avaliam o resultado das eleições de meio de mandato. A agenda econômica europeia trará os dados preliminares de inflação de outubro da zona do euro. Mais tarde, os participantes do mercado acompanharão de perto os dados de variação do emprego da ADP e do Índice de Gerentes de Compras (PMI) de Serviços do Instituto de Gestão de Suprimentos (ISM) dos Estados Unidos (EUA).

A tabela abaixo mostra a variação percentual do dólar americano (USD) em relação às principais moedas listadas hoje. O dólar americano registrou sua maior queda frente ao franco suíço.
| USD | EUR | GBP | JPY | CAD | AUD | NZD | CHF | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| USD | -0,30% | -0,34% | -0,36% | -0,26% | -0,35% | 0,03% | -0,40% | |
| EUR | 0,30% | -0,04% | -0,07% | 0,02% | -0,07% | 0,31% | -0,10% | |
| GBP | 0,34% | 0,04% | -0,02% | 0,09% | -0,01% | 0,36% | -0,06% | |
| JPY | 0,36% | 0,07% | 0,02% | 0,12% | 0,02% | 0,38% | -0,03% | |
| CAD | 0,26% | -0,02% | -0,09% | -0,12% | -0,10% | 0,26% | -0,15% | |
| AUD | 0,35% | 0,07% | 0,00% | -0,02% | 0,10% | 0,36% | -0,05% | |
| NZD | -0,03% | -0,31% | -0,36% | -0,38% | -0,26% | -0,36% | -0,40% | |
| CHF | 0,40% | 0,10% | 0,06% | 0,03% | 0,15% | 0,05% | 0,40% |
O mapa de calor mostra as variações percentuais das principais moedas em relação umas às outras. A moeda-base é selecionada na coluna à esquerda, enquanto a moeda de cotação é selecionada na linha superior. Por exemplo, se você selecionar o dólar americano na coluna à esquerda e seguir a linha horizontal até o iene japonês, a variação percentual exibida na célula representará USD (base)/JPY (cotação).
Os democratas venceram as eleições de meio de mandato para o Senado e a Câmara dos Representantes, assumindo o controle do Congresso dos EUA nos dois últimos anos da presidência de Donald Trump. Trump reconheceu que a guerra no Irã é “parcialmente responsável” pela derrota dos republicanos e afirmou que não pretende fazer mudanças na equipe de seu governo, segundo o Wall Street Journal. Na reação inicial aos resultados eleitorais, os futuros dos índices acionários dos EUA operam sem direção única, o Índice do Dólar permanece em território negativo, perto de 101,50, e o rendimento do título de referência do Tesouro americano de 10 anos segue pressionado, abaixo de 4,95%.
Analistas do Commerzbank alertam que “as ações dos EUA, em especial o Nasdaq, que tem maior concentração de empresas de tecnologia, provavelmente ficarão sob pressão hoje”, observando que a recente valorização do dólar “se beneficiou substancialmente, nos últimos meses, do entusiasmo com as ações dos EUA e dos fluxos de capital resultantes”. Eles advertem que, à medida que esse apoio vindo do mercado acionário perde força, “a fraqueza do dólar pode, portanto, se consolidar um pouco mais nas próximas horas”.
Olhando além da reação imediata do mercado, o Commerzbank acrescenta que “se o debate político nos Estados Unidos voltasse a seguir um rumo mais construtivo, uma hipótese reconhecidamente bastante incerta, isso poderia reduzir o prêmio de risco político embutido no dólar americano e dar sustentação estrutural à moeda no longo prazo”.
O ouro se beneficia da fraqueza generalizada do dólar e ganha impulso de alta nesta quarta-feira, avançando mais de 2% e sendo negociado acima de US$ 4.000.
Nas primeiras horas de negociação da sessão asiática, os dados da Nova Zelândia mostraram que a taxa de desemprego subiu de 5,6% para 5,7% no terceiro trimestre. O resultado foi pior do que a expectativa do mercado, de 5,5%. Apesar dos dados decepcionantes do mercado de trabalho, o NZD/USD ganha impulso de alta nesta quarta-feira e é negociado ligeiramente acima de 0,5600, com avanço de cerca de 0,4% no dia.
EUR/USD atingiu uma nova máxima de duas semanas acima de 1,1250 no início do dia, mas recuou para perto de 1,1230, devolvendo parte dos ganhos diários. Na comparação anual, a expectativa é de que o Índice Harmonizado de Preços ao Consumidor (IHPC) suba 4%, após a alta de 3,8% registrada em setembro.
GBP/USD amplia sua sequência de ganhos para o sexto dia consecutivo nesta quarta-feira e é negociado no maior nível desde meados de setembro, acima de 1,3450. A previsão é de que o Banco da Inglaterra (BoE) anuncie uma alta de 25 pontos-base na taxa de juros na quinta-feira.
USD/JPY caiu acentuadamente durante a sessão asiática de quarta-feira, mas conseguiu se recuperar mais tarde. No momento da publicação, o par era negociado ligeiramente acima de 158,00, ainda com queda de cerca de 0,4% no dia.
O dólar americano (USD) é a moeda oficial dos Estados Unidos da América e a moeda “de fato” de um número significativo de outros países, onde circula ao lado das cédulas locais. É a moeda mais negociada do mundo, respondendo por mais de 88% de todo o volume global de negociações cambiais, ou uma média de US$ 6,6 trilhões em transações por dia, segundo dados de 2022. Após a Segunda Guerra Mundial, o dólar americano substituiu a libra esterlina como moeda de reserva mundial. Durante a maior parte de sua história, o dólar americano teve lastro em ouro, até o Acordo de Bretton Woods, em 1971, quando o padrão-ouro foi extinto.
O principal fator que influencia o valor do dólar americano é a política monetária, definida pelo Federal Reserve (Fed). O Fed tem um mandato duplo: alcançar a estabilidade de preços (controlar a inflação) e promover o pleno emprego. Sua principal ferramenta para atingir esses dois objetivos é o ajuste das taxas de juros. Quando os preços sobem rápido demais e a inflação fica acima da meta de 2% do Fed, a instituição eleva os juros, o que favorece a valorização do dólar. Quando a inflação cai abaixo de 2% ou a taxa de desemprego está muito alta, o Fed pode reduzir os juros, o que pressiona a moeda americana.
Em situações extremas, o Federal Reserve também pode emitir mais dólares e adotar a flexibilização quantitativa (QE). A QE é o processo pelo qual o Fed aumenta substancialmente o fluxo de crédito em um sistema financeiro paralisado. Trata-se de uma medida não convencional de política monetária, utilizada quando o crédito se esgota porque os bancos não emprestam uns aos outros por receio de inadimplência da contraparte. É um último recurso quando a simples redução dos juros provavelmente não produzirá o resultado necessário. Foi o instrumento escolhido pelo Fed para combater a crise de crédito ocorrida durante a Grande Crise Financeira de 2008. A medida envolve a emissão de mais dólares pelo Fed e sua utilização para comprar títulos do governo dos EUA, predominantemente de instituições financeiras. A QE costuma enfraquecer o dólar americano.
O aperto quantitativo (QT) é o processo inverso, no qual o Federal Reserve deixa de comprar títulos de instituições financeiras e não reinveste em novas compras o principal dos títulos de sua carteira que chegam ao vencimento. Geralmente, essa medida é positiva para o dólar americano.